O DESAFIO DAS STARTUPS

Por João Batista Vieira Bonomo

** Artigo escrito com exclusividade para o blog da Reciclo Content.

 

Não é novidade para ninguém que ser empresário no Brasil não é um assunto para qualquer pessoa! Parece que todos os elementos conspiram contra a possibilidade de abrir um negócio: governo, concorrentes, renda média do mercado consumidor, burocracia, limitações tecnológicas, falta de qualificação da mão de obra, são alguns dos obstáculos que os empresários lidam cotidianamente em seus empreendimentos. Quando vamos falar de empreendedores, parece que este cenário fica ainda mais agudo, pois além de todos estes entraves já listados, somam-se outros tais como a dificuldade de investimento, a inacessibilidade de metodologias para modelagem de negócios, as limitações relativas ao processo de inovação e a falta de propósitos para diferenciar o novo negócio dos já existentes. Todos estes fatores conjugados acabam por impedir o desenvolvimento das StartUps – que para assim serem consideradas, precisam ser inovadoras, escaláveis (em termos de mercado) e repetíveis (em termos de processo).

O que marca realmente a diferença entre o empreendedor de uma StartUp de um empreendedor já estabelecido não é necessariamente a inovação no modelo de negócio que este primeiro propõe, mas também a sua capacidade de execução. Nestes termos destaca-se que a falta de uma equipe que comungue dos mesmos ideais, valores e propósitos do negócio inicial é outro grande motivo da alta taxa de mortalidade deste tipo de empreendimento: de cada 10 StartUps abertas, mais de 8 não sobrevivem após o primeiro ano. Reverter ou pelo menos mitigar estes dados é o maior desafio que as instituições públicas e privadas de fomento e transferência de conhecimento e tecnologia têm a frente, pois o apoio destes órgãos é muito valioso para manter a sobrevivência dos negócios iniciais, nascentes e até mesmo os já estabelecidos.

Apesar do grande diferencial das StartUps que sobrevivem ser o potencial de execução, de realização de seus processos aliando-os aos seus propósitos, é bem verdade que sem o apoio de um ecossistema que facilite o alcance de seus objetivos, nada será obtido.

Dito desta forma, o principal desafio das StartUps é encontrar este ecossistema e passar a relacionar-se com ele tão intimamente a ponto de assegurar seus propósitos e seus processos; participando desta rede e ajustando, adaptando suas ideias inovadoras ao mercado, seguramente as StartUps poderão usufruir de todo Know How que existe e, então, conseguirão ser inovadoras, escaláveis e repetitivas.

 

 

* João Batista Vieira Bonomo é Professor de Empreendedorismo e Coordenador do Núcleo Acadêmico de Vocação Empreendedora do Ibmec/MG.

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