SMARTPHONES: como conversar, comprar e viver sem eles?

Por Felipe Schepers

** Artigo escrito com exclusividade para o blog da Reciclo Content.

 

Uma das coisas mais interessantes de trabalhar com pesquisa de mercado é entrar na mente dos consumidores e entender como novos produtos e tecnologias transformam a forma das pessoas se relacionar, agir e pensar.

Os smartphones, por exemplo, trouxeram mudanças muito significativas em esferas tão diferentes do nosso dia a dia, que fica até difícil imaginar como eram as nossas vidas antes destes aparelhos.

Uma pesquisa que realizamos recentemente com mais de 1.500 internautas com smartphones trouxe alguns dados surpreendentes: 42% dos entrevistados preferem ficar 24 horas sem água ou luz na sua residência do que 24 horas sem o seu smartphone. Além disso, 41% dos entrevistados afirmaram que não vivem sem o seu smartphone, 70% admitiram que usam o aparelho “muito” ou “mais do que deveriam” e 51% ficam nervosos e ansiosos quando acaba a bateria do telefone.

Os smartphones mudaram radicalmente as formas das pessoas se comunicarem. Apenas 22% dos entrevistados disseram que preferem conversar presencialmente com amigos e familiares. 47% preferem se comunicar por mensagens de texto, 17% optam pelas ligações e 11% aderiram às mensagens de áudio como melhor forma de comunicação.

Os aparelhos também estão transformando a forma das pessoas consumirem produtos e serviços. Em uma outra pesquisa que realizamos com 1.200 internautas em todo o país, identificamos que nos últimos seis meses, 41% dos internautas brasileiros donos de smartphones fizeram pelo menos uma compra de bem físico através de um app móvel. As quatro categorias de produtos mais comprados via smartphone pelos internautas brasileiros são eletroeletrônicos, acessórios de moda, roupas e comida.

Além disso, nesta mesma pesquisa, descobrimos que 18% havia pedido pelo menos um taxi e 26% havia pedido delivery de comida, ambos via app, nos últimos seis meses.

Mais curioso ainda é que, em ambas as pesquisas, ao separarmos os dados por idade, classe social ou região, praticamente não há mudanças nos resultados. Ou seja, já não é mais possível dizer que os jovens é que ficam o tempo todo com os olhos e dedos colados na tela do smartphone, e nem afirmar que o smartphone é um objeto de desejo das classes mais baixas.

Os smartphones já penetraram em todas as parcelas da população e fazem parte do nosso dia a dia de forma muito enraizada, proporcionando mudanças muito profundas. Se isto é bom ou ruim, é outra discussão e sempre terá pessoas a favor e contra, mas não há dúvidas que o mundo mobile e digital abre portas para inúmeras oportunidades de negócios, produtos e serviços. Basta usar a criatividade.

 

*Felipe Schepers é COO do Opinion Box, plataforma de pesquisa de mercado.

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